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Conveniência : Resultados das lojas de conveniencia são completamente diferentes de 5 anos atras



Com novos serviços, mercado de lojas de conveniência cresce 20% ao ano
Entre as novidades estão venda de DVDs, acesso à internet e espaço para relaxamento.
E há espaço para crescer: no país, lojas estão presentes em somente 15% dos postos.
Foram-se os tempos onde as únicas coisas à venda nas lojas de conveniência eram gelo e carvão para o churrasco do final de semana. Atualmente, muitas das lojas possuem até 700 itens e oferecem uma série de novos serviços, que vão de acesso à internet até espaços para se relaxar. O surgimento dessas novidades reflete a expansão do setor, que cresce 20% ao ano e fatura quase R$ 200 milhões ao mês.



"Hoje eu digo que é minha loja de conveniência que tem um posto de gasolina, e não o contrário", afirma Alan Forteza, gerente de uma unidade da rede Esso situada na Zona Oeste de São Paulo. "Todo mundo vende gasolina do mesmo jeito. A loja passou a ser o maior diferencial entre os postos", completa ele.
Segundo Forteza, o movimento na loja aumentou 30% desde uma reforma feita há cerca de um ano. Além de serviços como internet, venda de CDs e livros, banco 24 horas, revistaria e tabacaria, a loja também trocou as antigas mesinhas "altas" por mesas comuns, para deixar os visitantes mais confortáveis. Com isso, os clientes passaram a ficar mais tempo dentro da loja – e a consumir ma
Quem teve uma experiência semelhante foi Rosemary Galatro, proprietária de um posto com loja de conveniência da rede BR Mania. Percebendo o grande número de executivos na região, ela construiu um jardim de inverno na unidade, situada na Zona Norte da capital paulista.
Além de ser um espaço para relaxamento, o local também se tornou uma espécie de sala de reuniões. "Os clientes aproveitam esse espaço mais reservado para fechar negócios", relata ela – tudo enquanto tomam café, comem lanches e consomem os produtos à venda no local. "Depois disso, o movimento aumentou em pelo menos um terço", diz Rosemary.

Para o futuro, os proprietários de lojas de conveniência apostam em agregar um número ainda maior de utilidades. Os planos já incluem trazer para dentro do espaço locadoras de filmes, farmácias, lavanderias, lotéricas e até mesmo postos dos Correios, além de agregar serviços como o pagamento de contas.
Mudança de perfil
Por trás desse crescimento, analistas enxergam uma mudança no perfil do segmento. "O que era antes um posto de gasolina está se transformando em um posto de serviços", diz Carlos Zeppini, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos para Postos de Serviços (Abieps). "Num futuro próximo, as pessoas irão ao local principalmente para se alimentar e fazer uma compra rápida, e aí sim vão aproveitar para abastecer o carro".
Disponibilidade de computadores e de acesso à internet atrai público que busca lugar para fazer trabalhos rápidos (Foto: Daigo Oliva/G1)A mesma linha de pensamento é adotada por Cláudio Correra, consultor da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) para lojas de conveniência. "Antes, esse tipo de comércio servia como um substituto para supermercados, que não funcionavam 24 horas por dia, e vendiam principalmente miudezas e produtos básicos. Com o tempo, ele virou um ponto para alimentação e realização de serviços, como o acesso à internet e retirada de dinheiro", afirma.
Aliás, o caixa eletrônico se tornou um item extremamente importante para as lojas: sem ele, o faturamento do ponto chega a cair 25%, segundo os proprietários.
Concorrência
Alguns analistas enxergam até mesmo uma possível concorrência das lojas de conveniência com os supermercados. "A forma de se fazer compras está mudando", diz Zeppini. "Em um supermercado, a pessoa tem que andar muito, pois as lojas e os estacionamentos são enormes. Perdem-se muitas horas, e ninguém mais quer perder tempo com compras hoje em dia. As lojas pequenas são mais práticas e rápidas".
Mesas baixas fazem com que a clientela permaneça mais tempo dentro na loja (Foto: Daigo Oliva/G1)Já Correra discorda da tese: "Acho que na maioria dos casos a higiene pessoal e a perfumaria ainda são muito pequenos no faturamento das lojas. Já a alimentação é bem mais rentável". Segundo ele, a tendência de substituição de supermercados tem um peso maior no mercado americano do que no brasileiro. "Lá, as lojas são muito focadas em compras de maior porte. Aqui, temos muitas mercearias, padarias e mercados de médio porte, que suprem essa necessidade", raciocina.



Necessidade
Seja como for, o fato é que os próprios supermercados estão criando suas redes de lojas de conveniência. Um exemplo é o Carrefour, que já possui cinco unidades, todas elas na região de Porto Alegre (RS). "Esse mercado tende a crescer na mesma proporção do aumento no ritmo de vida. Temos identificado uma necessidade das pessoas por lojas mais práticas e mais perto de onde elas moram, para pequenas compras", diz Antônio Freitas, diretor de expansão do grupo Carrefour.

Ele não vê uma possível concorrência entre as lojas de conveniência e os supermercados. "Existe uma relação oposta entre comodidade e preço nesses dois comércios. Eles visam basicamente perfis diferentes de clientes", analisa. "Não acho que as compras em lojas de conveniência cheguem a competir com as compras do mês".



Tendências
Uma das tendências constatadas pelos analistas para o segmento é a abertura de franquias – especialmente na área de alimentação – dentro das lojas, na forma de pequenos balcões, onde as vendas são impulsionadas pela força das marcas. Um exemplo é a Casa do Pão de Queijo, que hoje possui 220 pequenas unidades desse tipo. "É uma aposta segura. Hoje, dificilmente um posto de gasolina abre as portas sem uma loja de conveniência", diz Ricardo Bertucci, gerente comercial da empresa.
Muitas lojas possuem postos de venda ou aluguel de CDs e DVDs (Foto: Daigo Oliva/G1)As operações da Casa do Pão de Queijo com lojas de conveniência já vêm desde 1996, atuando sob a modelo de franquia total. No entanto, o grupo percebeu que as lojas de tamanho médio e pequeno tinham dificuldade de adquirir as franquias. Assim, foi adotado um novo modelo, o do licenciamento. "O dono da loja paga por uma uma licença inicial, válida por cinco anos, que inclui as instalações e o treinamento dos funcionários. Depois, ele negocia apenas a compra e a venda dos produtos, ficando com o faturamento do local", explica Bertucci.

Mas essas unidades não concorrem com as lojas e quiosques próprios da Casa do Pão de Queijo? "De certa forma, sim", admite o gerente. "Mas isso ainda é melhor do que deixar a concorrência ocupar o lugar. Se eu não estivesse lá, estaria outro", diz ele.

De acordo com o gerente, esse nicho está em plena expansão. As unidades situadas dentro de lojas já respondem por 15% do faturamento do grupo – e os planos são de expandir o número de unidades para 400 ainda em 2008.
Entre os analistas de mercado, o consenso é que o setor ainda tem muito espaço para crescer. "Nos EUA e na Argentina, por exemplo, mais de 90% dos postos de gasolina possuem lojas de conveniência. Por aqui, ainda estamos restritos a 15%", informa Zeppini, da Abieps. Segundo ele, isso se traduz em cerca de 5.500 lojas de conveniência, que são minoria frente aos 34 mil postos de gasolina existentes no Brasil.

A expectativa é que o mercado continue a se expandir a aproximadamente 20% ao ano, em média. No entanto, em alguns locais esse número pode até dobrar. Segundo o presidente da Abieps, o Nordeste é onde estão as perspectivas mais animadoras. O interesse pela região se explica pelo fato de que, embora ela concentre 27% dos postos, reúna apenas 14% das lojas. A expectativa é que um evento - o Postos e Conveniência 2008 - a ser realizado em outubro, em Natal, possa ajudar a desbravar esse mercado. "Ainda existem poucas lojas por lá. É a próxima fronteira", aposta Zeppini.

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