Os biocombustíveis de segunda geração não deverão ser produzidos em escala comercial antes de 2020, apesar de todos os investimentos que vem sendo aplicados em pesquisas na área. A previsão é do CEO da Shell, Peter Voser, para quem serão necessários ainda "um bom número de anos" até que seja comprovada a viabilidade comercial de uma usina de biocombustíveis de segunda geração.
A opinião do executivo vai na contramão das expectativas de que a nova geração de combustíveis renováveis irá em breve ser capaz de contribuir significativamente a demanda global por combustível.
A cautela da Shell é partilhada pela Exxon e pela Agência Internacional de Energia (AIE). Segundo as instituições, a redução das emissões provenientes dos transportes rodoviários até 2030 virão, sobretudo, das iniciativas de eficiência do consumo de combustível e veículos híbridos, e não dos biocombustíveis.
Embora aposte na manutenção de seu portfólio de P&D em biocombustíveis de segunda geração, a Shell tem revisto alguns investimentos. Recentemente, a companhia vendeu sua participação na Choren, empresa alemã que desenvolve um processo para a criação de gás a partir de restos de madeira e, em seguida, converte o gás em diesel. Quando a Shell investiu na Choren, em 2005, falava-se que a produção comercial poderia ter início até 2007. A previsão, hoje, é que seja alcançada no próximo ano.
As informações são do Financial Times