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| Gás Natural : Petrobras quer flexibilizar contratos de gás |
| Notícia adicionada em 03/12/2009 10:19:32 |
Petrobras negocia condições menos rígidas de fornecimento; indústria que precisar de gás 100% do tempo pagará mais. Com contratos 'inflexíveis' com setor privado, Petrobras diz que pode ter dificuldade de abastecer térmicas caso precisem de geração plena.
A Petrobras informou que já está negociando novos contratos de gás com as distribuidoras do país, mas o plano é impor condições menos rígidas de fornecimento para assegurar um mercado "flex" de gás. A estratégia da diretoria de Gás e Energia é não perder o atual poder de manobra na oferta do combustível no mercado interno, seja em relação ao gás boliviano (com as reduções de bombeamento para o Brasil), seja na oferta de gás baseado em contratos sem garantia de fornecimento 100% do tempo.
Maria das Graças Foster, diretora da Petrobras, diz que contratos que permitam interrupção de fornecimento serão mais baratos que os contratos chamados, no jargão do setor, de "firme inflexível". A estatal quer popularizar os chamados contratos do tipo "interruptí-vel" e "firme flexível". A indústria que precisar de gás 100% do tempo pagará mais por isso.
"O gás natural com a condição de ser interruptível pode ser 40% inferior ao valor nos contratos firme inflexível, com garantia de fornecimento todo o tempo. A tendência é que os contratos migrem para uma condição menos rígida", diz. A maior parte do gás vendido hoje no país tem esse regime.
A razão para isso está no setor elétrico. Toda a oferta de gás para as térmicas, ainda que estas não operem, é responsabilidade da Petrobras. Ao aceitar contratos "inflexíveis", a estatal poderá terá problemas para abastecer as térmicas em caso de geração plena.
"Hoje, tenho 30 milhões de metros cúbicos por dia de gás disponíveis para a geração térmica, ainda que as usinas não gerem nada. Isso equivale a uma potência instalada de 5,6 mil MW", diz Foster. Grande parte desse montante é garantida hoje pelo GNL (Gás Natural Liquefeito), com a oferta nos terminais de Pecém (CE) e da Baía de Guanabara (RJ).
A Petrobras afirma que a disponibilidade para térmicas terá de crescer. Em 2013, a Petrobras precisa assegurar oferta de 71 milhões de metros cúbicos por dia. Quando há chuva em excesso, como agora, há sobra de gás e, nesse caso, a estatal faz os leilões de oferta.
Nos nove leilões feitos até agora, foram disponibilizados 25 milhões de metros cúbicos para negociação com as distribuidoras. Esse gás, ao contrário dos contratados, está sendo negociado a valores próximos a US$ 5,80 por milhão de BTU.
A indústria afirma que o governo usa essa "falsa dicotomia" entre o gás para indústria e o gás para térmicas a fim de justificar a atual situação. "O governo precisa assegurar o fornecimento de energia elétrica e de gás. Aindústria não aceita ficar a reboque dessa falsa dicotomia", diz Ricardo Lima, presidente da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres). FONTE: Folha de S. Paulo
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| Gás Natural : Tempos voláteis para o gás natural |
| Notícia adicionada em 03/11/2009 08:43:35 |
Setembro foi vermelho para o setor de gás natural. Houve mais uma queda no consumo, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), a qual é filiada a estatal cearense Cegás.
Setembro foi vermelho para o setor de gás natural. Houve mais uma queda no consumo, conforme dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), a qual é filiada a estatal cearense Cegás. O volume de gás natural vendido no mês atingiu a média diária de consumo de 36,7 milhões de metros cúbicos de gás/país. Isto equivale a 28,24% a menos do que o comercializado no mesmo período de 2008. Excetuando-se o consumo termelétrico, a redução seria um pouco menor - de 9,04%. Contudo, ainda assim importante. O desempenho é lido pela Associação como demonstração da falta de política energética. Para a Abegás, esta alegada ausência conteve o crescimento e o alto preço de custo do gás natural fez com que o insumo perdesse competitividade nos segmentos não-térmicos.
Desse modo, o mercado de gás natural segue vazando consumo, notadamente no setor industrial, responsável por 70% do gás natural consumido no Brasil. As indústrias apresentaram retração de 11,96%. Em setembro de 2008, o uso do gás natural para o setor industrial fora de 27,7 milhões m³/dia, enquanto que, no mesmo mês em 2009, foi de 23,8 milhões m³/dia.
Para completar o cenário volátil, no entendimento da Associação faltou competitividade também do gás natural veicular (GNV) frente à gasolina e ao álcool. Setembro de 2008 em relação a setembro de 2009, o segmento automotivo consumiu 13,32% a menos de gás natural, caindo para 5,7 milhões de metros cúbicos consumidos por dia. O setor comercial também apresentou queda. Foi de 5,82%, reduzindo em 36 mil metros cúbicos por dia o seu consumo. Já as térmicas a gás, enquanto os reservatórios seguem cheios, continuaram sem despacho. O somatório de fatores resultou numa redução de 83,15% no consumo do segmento de 2008 para 2009.
De todo modo, no que se refere às térmicas, o fato é que elas nem sequer entraram em operação. O gás tem sido reajustado muito nos últimos meses. E, naturalmente, na hora em que sobe preço, desestabiliza o gás como combustível. O quadro sugere a necessidade de repensar o modelo óleo e gás. Pois daqui a pouco o óleo será mais barato. FONTE: O Povo Online - CE
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| Gás Natural : País reduzirá dependência de gás natural da Bolívia |
| Notícia adicionada em 03/11/2009 08:23:31 |
Um túnel de 3,7 quilômetros, com espaço para pelo menos duas faixas de rolagem, foi construído pela Petrobras na Serra do Facão, município de Cachoeiras de Macacu, região serrana do Rio de Janeiro. A impressionante obra, que usa tecnologia inédita no País, porém, não vai receber carros, mas sim o maior gasoduto brasileiro em capacidade de transporte de gás, o Gasduc III, uma das principais obras do Plano de Antecipação da Oferta de Gás Natural (Plangás).
Com investimento de R$ 2 bilhões e capacidade de 40 milhões de metros cúbicos por dia (10 milhões a mais que o Gasoduto Bolívia-Brasil), o projeto será inaugurado em um momento bem distinto daquele em que foi projetado, no qual o problema não é mais a oferta de gás natural, mas encontrar mercado para o combustível.
Com 183 quilômetros de extensão, o Gasduc III vai fazer do entroncamento de dutos na Baixada Fluminense o principal hub de gás do País, com distribuição do combustível produzido no Espírito Santo e na Bacia de Campos, além das importações de gás natural liquefeito, para São Paulo, Belo Horizonte e Região Sul. Além disso, garantirá a operação simultânea das térmicas instaladas no Rio.
Os números da obra são grandiosos. É o primeiro gasoduto brasileiro com diâmetro de 38 polegadas. Durante o pico, as obras empregaram quase 7 mil pessoas - hoje são 4,5 mil, trabalhando em três turnos para garantir o início das operações nos primeiros dias de 2010. Durante a construção do túnel, foram retirados 150 mil metros cúbicos de material rochoso, que está sendo usado para recuperar encostas degradadas no entorno da obra. A expectativa é que, no dia 30 de dezembro, o duto passe pelo último teste antes de receber gás.
Elaborado após a nacionalização boliviana, o Plangás foi pensado para reduzir a dependência externa do combustível. Na época, a tomada dos campos da Petrobras pelo exército boliviano acendeu o alerta no governo, diante da possibilidade de corte no suprimento, que representava mais da metade do gás consumido no País.
Com um orçamento superior a US$ 10 bilhões, o programa será concluído no ano que vem, com o início das operações do último grande projeto, o Campo de Mexilhão, na Bacia de Santos, capaz de injetar até 15 milhões de metros cúbicos por dia na malha brasileira de gasodutos. Outra grande obra em curso é a construção do trecho Cacimbas-Catu, do Gasoduto Sudeste-Nordeste (Gasene), projeto de R$ 3,5 bilhões que deve entrar em operação em março.
A conclusão dos investimentos do Plangás cria um desafio para as áreas comerciais da Petrobras e das distribuidoras de combustíveis. Em virtude da crise financeira e do excesso de chuvas sobre os reservatórios das hidrelétricas, o mercado de gás caiu 30% este ano. Além de reduzir as importações da Bolívia ao nível de 20 milhões de metros cúbicos por dia, a Petrobras vem reduzindo a produção em plataformas no País.
Fonte: Jornal Estado de Minas |
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| Gás Natural : Comgás vê consumo aquém do esperado |
| Notícia adicionada em 29/10/2009 11:15:34 |
A retomada do consumo industrial de gás natural está mais lenta do que o projetado pela Comgás (SP). No acumulado do ano até setembro de 2009, as vendas para o segmento registram queda de 18,8% ante igual período de 2008. "A recuperação do segmento não está acontecendo na velocidade em que prevíamos. Observamos uma retomada na atividade econômica, mas ainda está muito aquém do patamar pré-crise", disse o diretor de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Roberto Lage, em coletiva de imprensa sobre os resultados da distribuidora no terceiro trimestre de 2009. As vendas de gás recuaram 8,8% no terceiro trimestre de 2009 frente à igual intervalo de 2008.
Fonte: Monitor Mercantil |
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| Gás Natural : Está para breve a criação de um cartel mundial do gás |
| Notícia adicionada em 13/10/2009 08:37:37 |
Azizollah Ramezani, director executivo da National Iranian Gas, revelou que 14 dos maiores países exportadores de gás natural estão já na fase final de aprovação dos estatutos da organização que pretende actuar no sector como a OPEP faz na área do petróleo.
As declarações de Ramezani foram feitas durante uma entrevista em Buenos Aires, onde decorreu esta semana a 24ª Conferência Mundial do Gás. Um encontro onde se revelaram perspectivas de crescimento para o sector, com alguns dos intervenientes a estimarem que o peso do gás natural na matriz energética global crescerá dos actuais 28% para 32% em 2030.
Quanto ao futuro cartel do gás, deverá incluir os três países com maiores reservas de gás natural no mundo – Rússia, Irão e Catar – além de outras nações relevantes, como a Argélia, a Bolívia ou os Emiratos Árabes Unidos.
De fora do clube dos 14 ficam países como o Canadá, que representa (12% das exportações mundiais de gás natural) ou a Noruega (que tem 9% das exportações).
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