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GNV : Postos sem gás natural
Notícia adicionada em 03/12/2009 09:18:21

Oferta em Cuiabá e VG chegou ao fim na tarde de ontem, com a perda de pressão nas bombas

Dos cincos postos que revendem o gás natural em Cuiabá e Várzea Grande, apenas um, o 14 Bis, próximo à ‘curva da morte’, em Várzea Grande, deverá ter alguns metros cúbicos do combustível ainda nesta manhã. Grandes postos como o Zero-quilômetro e o Vip, na Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá, encerraram ontem a comercialização por falta de pressão nos bicos das bombas, nunca clara evidência de que o estoque chegou ao fim.

Ainda na Capital, o estoque do posto Metropolitano, na Avenida Fernando Correa, e do Santa Elisa, entre os cruzamentos das Avenidas General Melo e Miguel Sutil, viram seus estoques esgotar na última terça-feira.

Tanto no Zero-quilômetro como no Vip o que se viu ontem eram filas de motoristas ansiosos para garantir alguns metros cúbicos nos cilindros dos carros. Para os mais desavisados ou despercebidos, as filas poderiam indicar uma promoção daquela do tipo ‘relâmpago’, mas, pelo contrário, sentenciavam que, mais uma vez, motoristas, frotistas, frentistas e empresários reviveriam um novo período de descrédito em relação à viabilidade do gás natural em Mato Grosso.

“Não sei se tenho direito, mas vou procurar os meus”, alertou o proprietário do posto Metropolitano, Ranmed Moussa. Depois de períodos de incertezas, porém com investimentos consolidados e longe do retorno do capital, ele avalia pedido de ressarcimento ao Estado e orienta: “cada um que se sentir prejudicado tem de correr atrás. Somos muitos passivos e por isso a situação nunca melhora”. Como ele mesmo argumenta, a escassez do gás no Estado teve início com a nacionalização das reservas de hidrocarbonetos pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, em maio de 2006. “Até aqui, a escassez e os problemas decorrentes tinham raiz em fatos fora do alcance, até mesmo, do governo federal. Era uma fatalidade, motivos de força maior. “Mas agora, falta gás porque o Estado assinou um contrato de compra e venda com a Bolívia, mas não se atentou, por irresponsabilidade ou falta de planejamento, sobre os meios de garantir o transporte do gás”.

Além da insatisfação com a situação, Moussa, gerentes, frentistas e consumidores foram unânimes em afirmar que só souberam da iminência da falta de gás no Estado, mais uma vez, pela imprensa. “Ontem liguei para MT Gás (estatal local do gás) para saber se haveria distribuição do combustível, mas nem lá tive uma informação precisa”, disse o gerente do Santa Elisa, Ronaldo Silva.

POSTOS – Em geral, os postos, com exceção do 14 Bis, receberam o último carregamento de gás na terça-feira, contra recepção no sábado do estabelecimento várzea-grandense. O fim da distribuição foi anunciado com exclusividade pelo Diário, na edição da última terça-feira. Conforme a matéria, a distribuição seria feita até esta data em função da perda de pressão nos dutos que armazenam o gás, perda esta atribuída à escassez de estoques, o que inviabiliza a extração do gás.

Por volta das 18h30 de terça-feira, o Santa Elisa recebeu o equivalente a 70 metros cúbicos, volume esgotado três horas depois. O Metropolitano recebeu cerca de 700 metros cúbicos na manhã do dia 1°. Cerca de 40 carros foram atendidos e o volume se esgotou no mesmo dia.

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Diário de Cuiabá

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GNV : Gás natural chega ao fim
Notícia adicionada em 01/12/2009 09:30:00

GNV/MT confirmou ontem, com exclusividade ao Diário, que paralisa a entrega do combustível aos postos a partir de hoje.

A partir de hoje, os 12 funcionários da GNV/MT, empresa responsável pela distribuição do gás natural em Mato Grosso, cruzam os braços e paralisam a entrega do produto aos postos e à planta da Sadia. O motivo: falta de pressão nos dutos do gás para o enchimento dos compressores do City Gate, no Distrito Industrial de Cuiabá. Com isso, os postos ficam sem receber o gás natural já a partir de hoje e a previsão é de que ainda esta semana os estoques das revendas estejam esgotados aos consumidores.

A notícia pegou a todos de surpresa ontem e pode implodir o sonho do gás em Mato Grosso, que esbarra agora nas dificuldades de transporte do produto a partir da Bolívia. Como o último envio para Mato Grosso ocorreu em dezembro do ano passado, o estoque adquirido na época – 900 mil metros cúbicos, segundo a MT Gás – já chegou ao fim. Não por falta de alerta, o problema veio à tona antes mesmo do previsto e promete remeter à estaca zero o projeto do Gás Natural Veicular em Mato Grosso, que demandou investimentos acima de R$ 6 milhões à Sadia e postos, ainda sem retorno para os investidores.

“Lamentamos, mas não há mais condições técnicas para a continuidade do fornecimento aos clientes porque simplesmente não há mais pressão no duto. Não há outra saída, senão, paralisarmos as entregas já a partir desta terça-feira”, informou com exclusividade ao Diário, o engenheiro Francisco Jamal Soares Almeida, da GNV/MT Distribuidora de Gás Natural, que é responsável pela compressão, distribuição e comercialização do gás natural em todo Mato Grosso.

O último carregamento, de 12 mil metros cúbicos (m³), foi feito ontem aos postos revendedores e à Sadia, que trabalham em média com um estoque de 3 mil m³, o que seria suficiente para apenas dois dias. Com a entrega de ontem, o estoque chegaria ao fim no máximo até sábado. “Os estoques podem ser esgotados até mesmo antes, na quinta ou sexta-feira, depende do volume das revendas e do quanto será consumido no começo desta semana por conta da paralisação das entregas”, alerta Jamal.

Segundo ele, o contrato com a MT Gás foi feito com garantia de entrega mínima de 50 mil m³/dia em 2009, 55 mil m³ em 2010 e, 60 mil m³, em 2011.

Ele informou que o transporte de gás natural a partir de Campo Grande (MS), a 700 quilômetros de Cuiabá, é economicamente inviável devido ao custo do frete. “O transporte de gás só é viável até a uma distância de 200 quilômetros”, salienta o engenheiro.

CONTRATO - Em setembro o governo do Estado, por meio da Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás), assinou contrato de garantias de suprimento com a estatal do gás boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) por um período de 10 anos, porém, agora o problema não é mais o produto, mas como transportá-lo da Bolívia até Mato Grosso. A GasOcidente, responsável pelo transporte em território mato-grossense não tem mais contrato com a Gasoriente – responsável pelo transporte até à divisa com o Estado -. Cabe à estatal local e a GasOriente firmar entendimentos que possibilitem a retomada do transporte do gás e o principal empecilho é o fator financeiro, já que os volumes de gás vindos para MT Gás são considerados pequenos e isso inviabilizada o “frete”. A GasOcidente é um braço independente da Pantanal Energia, que por meio de outra personalidade jurídica, a Empresa Produtora de Energia (EPE), controla a usina térmica de Cuiabá, planta parada há mais de dois anos por falta de gás natural.

Do lado mato-grossense, a situação estaria resolvida com um simples contrato de prestação de serviço entre a GasOcidente e a MT Gás. Porém, antes é preciso que a GasOcidente assine um novo contrato com o governo boliviano. O último acordo vigorou de dezembro de 2008 a março deste ano. (Veja mais na página C2)

Fonte: Diário de Cuiabá

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GNV : Carros a gás terão que usar cédulas de identificação em viagens ao exterior
Notícia adicionada em 03/11/2009 08:46:08

Iniciativa do Inmetro evita transtornos aos condutores brasileiros em países vizinhos.

Motoristas brasileiros que possuem automóvel com sistema GNV e costumam viajar ao exterior terão que passar por teste de qualidade antes de pegar a estrada. Para garantir a regularidade da frota brasileira nos países vizinhos, o Inmetro lançou a Cédula Mercosul, documento que atesta o bom funcionamento dos veículos a gás em estradas internacionais. A nova medida já está em funcionamento e é baseada no regulamento publicado no Diário Oficial da União por meio das portarias n°50 e n°155 do instituto de metrologia.

A Cédula Mercosul possui as informações de todos os itens inspecionados no veículo GNV, entre eles o cilindro, o suporte, as válvulas e outros componentes complementares. Para recebê-la, o proprietário do automóvel deve antes passar por uma inspeção veicular realizada em empresas acreditadas pelo Inmetro. Somente com o aval dessas empresas o veículo a gás será aprovado para trafegar legalmente nos países do Mercosul. Além da célula, o condutor também recebe um adesivo que garante o bom funcionamento do GNV no veículo. A validade da Cédula Mercosul é de até um ano.

De acordo com o presidente da associação dos Organismos de Inspeção do Rio Grande do Sul (RQSul), Jorge Wojcicki Silva, a emissão da cédula evita transtornos e garante melhor qualidade no trânsito. "Com a cédula em mão, tudo fica mais fácil para os motoristas brasileiros no exterior, seja na hora de abastecer ou mesmo se for parado numa barreira. Em qualquer um dos casos ele poderá mostrar um documento que comprova que o seu veículo GNV não causará transtornos nas estradas e nem acidentes com vazamento de gás em postos de gasolina", explica o presidente da RQSul.

Segundo o engenheiro do Inmetro, Italo Domenico Oliveto, a Cédula Mercosul já é solicitada pelas autoridades argentinas. Para ele, é importante que os motoristas brasileiros passem a inspecionar seus carros antes de viajar, evitando possíveis problemas. "Afinal, nunca se sabe quando seremos parados numa blitz", afirma Oliveto.

FONTE: Diário de Canoas - RS

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GNV :  Pelo menos 26 postos de GNV serão abertos no Chile nos próximos dois anos
Notícia adicionada em 26/10/2009 10:11:45

A indústria do gás veicular no país andino redefine por estes dias seu rumo e explora novas oportunidades de negocio. A iniciativa da abertura dos centros de abastecimento do combustível gasoso é levada adiante pelas empresas distribuidoras Gasco e Terpel, junto com a rede de postos de serviço da empresa Gazel.

Em declarações a imprensa, o gerente geral da Gasco, Gerardo Cood, informou que a empresa que representa projeta colocar em funcionamento 26 postos de abastecimento durante os próximos dois anos. Segundo adiantou o empresário, os primeiros seis estabelecimentos estarão situados em Santiago, que se soma ao ponto de venda que já opera em Concepción. Além disso, a Terpel tem em funcionamento outros dois postos de abastecimento nas localidades de Maipú e Renca.

Os responsáveis do plano asseguraram, assim mesmo, que participarão do Rally Dakar 2010 com dois veículos a gás natural. A meta é demonstrar os benefícios do GNV, sua segurança e conveniência. Será a primeira vez na história que participarão unidades propulsadas a este combustível em uma categoria que foi implementada para que possam participar veículos que utilizem energias alternativas e ecológicas.

As intenções dos empresários chilenos de dar um novo impulso ao GNV começaram a partir do funcionamento da terminal de regasificação de GNL em Quintero. Um dos objetivos é que táxis e ônibus da cidade capital e de Valparaíso circulem a gás.

FONTE: NGV Communications

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GNV : CEG terá campanha para uso do GNV no Rio
Notícia adicionada em 26/10/2009 10:08:39

A distribuidora de gás natural do Rio de Janeiro, a CEG, lança nesta semana uma campanha de incentivo para conversões de veículos para o gás natural veicular (GNV), intitulada “Tá no GNV, Tá no Lucro”.

Até o fim do ano, o número de conversões para GNV deve aumentar no Rio de Janeiro, Historicamente, muitos motoristas acabam deixando para fazer a conversão nesta época, atraídos pelo desconto de 75% do IPVA. Além disso, o preço do GNV na bomba, que vem apresentando queda desde o início do ano, aliado à alta do álcool, vem contribuído fortemente para o aumento do uso do GNV no Rio de Janeiro, de acordo com a CEG.

Dados do Instituto Brasileiro de Petróleo,Gás e Biocombustíveis (IBP) revelam que o carioca está apostando mais no GNV. De janeiro a setembro deste ano foram realizadas 23 mil conversões. Com isso, o Rio continua na liderança deste mercado, sendo responsável por 85% do total de instalações de kit-gás realizadas no país. De agosto a setembro houve um aumento de 5% do volume de conversões realizadas no Rio.

FONTE: Setorial News

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