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Preços : ANP incentiva boicote contra o álcool caro
Notícia adicionada em 10/11/2009 09:44:48

Agência quer estimular uso da gasolina e estuda reduzir o percentual do derivado da cana no combustível

A Agência Nacional de Petróleo planeja campanha de incentivo ao uso da gasolina e ainda estuda reduzir o percentual do derivado da cana-de-açúcar adicionado ao combustível. Com as medidas, a expectativa é conter a alta dos preços do álcool nas bombas. O combustível já é desvantajoso em relação à gasolina em sete estados, entre eles, Minas Gerais.

Na capital mineira, a aceleração de preços do álcool hidratado para o consumidor nos últimos 30 dias é gritante. Conforme levantamento feito pela ANP em 61 postos de Belo Horizonte, no período de 25 a 31 de outubro, o preço médio ficou em R$ 1,738, sendo R$ 1,557 o mínimo e R$ 1,899 o máximo. Em relação à pesquisa de 4 a 10 de outubro, os preços médio, mínimo e máximo subiram, respectivamente, 6,3%, 11,2% e 5,55%.

Segundo o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, o Governo federal definirá, em até duas semanas, se reduzirá o volume de álcool anidro misturado à gasolina, dos atuais 25% para, no mínimo, 20%. Essa iniciativa tenderia a baixar o preço da gasolina nas bombas dos postos de combustíveis, já que a Petrobras vende o produto para as distribuidoras por R$ 1,05 e o álcool anidro por R$ 1,18, valores sem a incidência de impostos. Ao mesmo tempo, com a redução do percentual da mistura, sobraria mais álcool no mercado, o que ajudaria a conter suas altas.

Segundo Lima, a ANP iniciará, em breve, uma campanha de incentivo ao uso da gasolina nos sete estados em que o álcool já custa mais 70% do valor do combustível de petróleo, o que torna o seu consumo desvantajoso. Em Minas, o percentual era de 71,2% na última semana.

De acordo com Lima, estudos mostram que outras medidas, como a formação de estoques reguladores de álcool, teriam custo muito elevado. Ainda de acordo com o diretor da agência, prejuízos decorrentes da chuva são a justificativa apresentada pelos produtores do álcool para a elevação de preços.

O setor já reage contra eventuais mudanças no percentual de de adição de álcool à gasolina. O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, foi a Brasília ontem tentar convencer o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a manter o índice em 25%.

“Não é hora de mexer na mistura. É melhor aguardar o balanço da safra em dezembro”, argumenta. Conforme Jank, Lobão não afirmou que a decisão pela mudança já estivesse tomada. Uma diminuição de 25% para 20% representaria 100 milhões de litros de álcool por mês liberados no mercado.

O Governo vem estudando a possibilidade de reduzir a mistura por causa da disparada recente dos preços do álcool. Jank admitiu que a tendência dos preços é continuar em elevação até março de 2010, quando deve começar a colheita da próxima safra de cana-de-açúcar.

Ele acredita que o próprio mercado regulará os preços, no caso do álcool hidratado, já que o consumidor tem a possibilidade de substituir o produto pela gasolina, pois a maioria dos automóveis do país são bicombustíveis, ou seja, rodam com gasolina ou álcool, em qualquer proporção.

O preço do álcool é liberado no país. A possibilidade de interferência governamental limita-se à redução do porcentual do produto na gasolina ou à formação de estoques reguladores.

Fonte: Jornal Hoje em Dia
João Alberto Aguiar

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Preços : Preço do álcool dispara e bate recorde em SP
Notícia adicionada em 03/11/2009 08:20:00

Litro do etanol teve reajuste médio de 14% em outubro, de R$ 1,306 para R$ 1,501, nível mais elevado desde 2006; desde junho, alta já atinge 28%

Renée Pereira

O preço do etanol nas bombas de combustível disparou em outubro e atingiu o maior nível desde 2006 no Estado de São Paulo - o maior produtor de açúcar e álcool do País. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro do etanol teve alta média de 14% no mês passado, de R$ 1,306 para R$ 1,501. Um dos motivos é o aumento da produção de açúcar, cujo preço no mercado mundial está mais alto.

Desde o início da escalada dos preços do álcool, em junho, o produto já ficou 28% mais caro. Os reajustes, no entanto, não devem parar aí. Nos postos da capital, novos aumentos estão sendo preparados para os próximos dias, conforme verificou a reportagem do Estado em estabelecimentos das regiões norte e oeste.

Mas, antes mesmo desses aumentos chegarem, já há casos em que o etanol perdeu a vantagem financeira em relação à gasolina - abastecer o automóvel com álcool deixa de ser vantajoso quando o preço custar mais de 70% do litro da gasolina. Em alguns postos, essa relação varia entre 71% e 73%. O problema é que, em vários outros casos, o preço do etanol está no limite, entre 62% e 69% do preço da gasolina, segundo a ANP.

O diretor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) Antônio de Pádua Rodrigues diz que esse é um bom momento para os consumidores mostrarem o poder que têm nas mãos. "Hoje 37% da frota nacional é bicombustível. Ou seja, os usuários podem usar etanol ou gasolina, dependendo do preço."

Segundo ele, o litro do combustível na casa de R$ 1,50 em São Paulo está dentro da normalidade. De acordo com a ANP, na capital paulista, o maior preço cobrado do consumidor é de R$ 1,97, de um posto localizado no bairro de Santo Amaro. O menor preço é de R$ 1,199, na zona leste.

"O preço do etanol nas usinas vem subindo dia após dia desde agosto e está sendo repassado. Cada distribuidora tem uma estratégia própria para transferir o aumento de custo para os postos", diz o vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz.

No mercado, a principal explicação para o avanço do preço etanol é a maior produção de açúcar para o mercado internacional, por causa da quebra da safra da Índia, que de exportadora se tornou importadora. Isso elevou de forma significativa o preço da commodity e incentivou o produtor brasileiro, bastante debilitado por causa da crise mundial, a apostar no produto. Com isso, 45% da produção foi destinada ao açúcar e 55% ao álcool. Em 2008, esses porcentuais eram de 40% e 60%, respectivamente.

O governo não descarta a possibilidade de intervir no mercado, reduzindo o volume de álcool anidro na gasolina, de 25% para 20%. Em 2006, quando o preço chegou a R$ 1,777, a alternativa foi fechar um acordo com os produtores que fixava um preço máximo na usina.

Fonte: Estadão

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Preços : BC eleva para 11,2% projeção de aumento para o gás de cozinha este ano
Notícia adicionada em 29/10/2009 11:08:57

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou de 6,9% para 11,2% a estimativa de aumento do preço do gás de cozinha para este ano. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29).

O Comitê manteve a estimativa de reajuste zero para a gasolina.

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Preços : Preço do álcool acumula de 8,5% e já passa de R$ 2 em MS
Notícia adicionada em 26/10/2009 09:19:38

Os consumidores de Mato Grosso do Sul estão pagando 7,4% mais caro pelo álcool combustível. Os donos de postos estão repassando aos clientes o reajuste de 9% aplicado pelas distribuidoras nos últimos 30 dias, com o preço médio do produto oscilando de R$ 1,444 para R$ 1,574.

Pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo), realizada entre os dias 18 e 24 deste mês, constatou que o preço médio do álcool no Estado oscilou 7,4%, de R$ 1,646 para R$ 1,769 no Estado. O menor valor oscilou 8,5%, de R$ 1,52 para R$ 1,65, enquanto o maior teve alta de 6,6%¨, de R$ 1,959 para R$ 2,09.

Em Campo Grande, o maior mercado consumidor, o aumento médio foi de 7,5%, de R$ 1,617 para R$ 1,739. O menor valor teve acréscimo de 8,5% em relação a pesquisa feita na última semana de setembro, entre os dias 27 e 3 de outubro, de R$ 1,52 para R$ 1,65. O maior preço praticado na Capital teve correção de 5,8%, de R$ 1,699 para R$ 1,799.

No interior houve oscilação em todos os municípios. Em Três Lagoas, o preço do produto oscilou de R$ 1,772 para R$ 1,891, enquanto em Ponta Porã foi de R$ 1,70 para R$ 1,819.

Gasolina – O preço da gasolina também teve aumento de 1,9% no Estado, de R$ 2,579 para R$ 2,63. O maior valor oscilou de R$ 2,889 para R$ 2,919. Na Capital, o preço médio oscilou 1%, de R$ 2,545 para R$ 2,594.

Em relação a gasolina, o preço do álcool em Mato Grosso do Sul representa 62% do valor. Isto significa que na maior parte dos casos, os proprietários de veículos flex ainda podem abastecer com álcool, que continua sendo mais econômico.

Fonte: Campo Grande News

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Preços : Governo planeja importar etanol para driblar preço alto
Notícia adicionada em 21/10/2009 09:54:54

SÃO PAULO - A alta nos preços do etanol, que podem chegar a atingir o patamar de R$ 1,90 o litro nos postos em dois meses e perder a competitividade em relação a gasolina, está pressionando as indústrias brasileiras a abrirem mercado ao produto importado. A possibilidade, que enfrenta resistência das usinas instaladas no País, já é analisada pelo governo que avalia a negociação como parte do processo de abertura do mercado mundial. Durante Conferência Internacional da Datagro sobre Açúcar a Álcool, Manuel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), destacou que a depreciação do dólar frente ao real fez com que a comparação do produto brasileiro com o norte-americano na última semana chegasse a um patamar que viabiliza a importação. Segundo Bertone, a iniciativa do Brasil em fomentar a produção em outros países para que seja criado um mercado mundial de etanol pode fazer com que o País seja chamado a mostrar que seu mercado também está aberto. "Pode ser que os norte-americanos queiram exportar etanol para a gente. Temos que ter uma política para isso e cabe a nós, governo federal, pesar isso", disse o secretário do Mapa para uma plateia formada por lideranças do setor. De acordo com Bertone, a provocação foi feita com o intuito de que a iniciativa privada comece a participar ativamente da criação de um marco regulatório. "O marco regulatório não é viável pela própria natureza. É necessário política pública e a parceria do setor", afirmou.

A chance de o Brasil vir a adquirir etanol no mercado externo tomou força após a consulta feita pela trading ADM sobre custos logísticos de se importar etanol dos Estados Unidos para o nordeste brasileiro. O álcool adquirido seria o anidro, utilizado na mistura com a gasolina. A rápida comercialização do produto, desde a entressafra, reduziu os estoques brasileiros e fez com que o avanço da safra resultasse numa escalada de preços. Para o consultor Plínio Nastari, da Datagro Consultoria, será justamente a continuidade dessa alta que irá regular o mercado e dissolver a necessidade de o governo reduzir a mistura do anidro na gasolina. Segundo Nastari, o preço do etanol hidratado deve atingir R$ 1,90 por litro nos postos de combustíveis do Estado de São Paulo em cerca de dois meses. O valor apontado seria o limite para que o produto continue competitivo em relação à gasolina. "O consumo mensal de etanol no Brasil deverá cair de 1,45 bilhão de litros para 1,01 bilhão de litros com esta alta", avaliou Nastari. O ajuste entre oferta e demanda deverá permitir que os estoques efetivos de etanol no final da safra 2009/2010 fiquem em 1,22 bilhão de litros, volume próximo a um mês de consumo. Ainda segundo o especialista, a partir do limite psicológico de R$ 1,90 o litro os preços devem iniciar um processo de desaceleração. " Abastecer o mercado é um ponto crítico para o mercado e ele vai honrar seus compromissos", disse.

A atual conjuntura de clima e demanda sinaliza que a escalada de preços deve continuar. Segundo pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), esta é a sexta semana consecutiva de alta no estado de São Paulo. Os valores tanto do anidro quanto do hidratado são os maiores, em termos reais, desde abril de 2007. "A fundamentação dos aumentos está tanto na oferta quanto na demanda. Do lado da oferta, as chuvas frustraram a expectativa de produção. Mesmo que a colheita venha a se estender no final do ano, as perdas já estão consolidadas", avaliam os pesquisadores.

Na semana de 13 a 16 de outubro, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado combustível (em São Paulo) foi de R$ 0,9340 o litro, livre de impostos, alta de 3,7% sobre o do período anterior. Para o etanol anidro (misturado à gasolina), o Indicador foi de R$ 1,0793 o litro, também sem impostos, o que equivale a um aumento de 1,73%.

O incremento dos preços na usina repercute na bomba. De acordo com levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), pela primeira vez no ano, na última semana o uso do etanol hidratado deixou de ser vantajoso em relação a gasolina na maioria dos Estados brasileiros. Em 14 Estados o uso da gasolina compensou mais ao consumidor, enquanto o álcool ainda é aconselhável em 11 estados e no Distrito Federal, considerados os preços médios do combustível.


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