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| Petróleo : Brazil caminha para se tornar 'petropotência', diz 'Washington Post' |
| Notícia adicionada em 07/12/2009 12:54:17 |
Uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano "Washington Post" afirma que o Brasil se encaminha para se tornar uma "petropotência".
Intitulado "Brasil se prepara para extração maciça de petróleo", o artigo faz, no entanto, a ressalva de que os desafios envolvendo o desenvolvimento do pré-sal são tão gigantescos quanto a tarefa em si.
"Tudo neste estaleiro é colossal", escreve o repórter, durante uma visita a uma das infraestruturas da Petrobras em Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro. "Os 4 mil trabalhadores, os bilhões aplicados em custos de capital, as plataformas com altura de um prédio de dez andares inconclusas."
"Assim também é o desafio que enfrenta a estatal brasileira de energia, a Petrobras: desenvolver um grupo de campos de petróleo recém-descobertos em mar profundo que, segundo analistas de energia, catapultarão o país para o ranking das petropotências."
A reportagem cita estimativas da Petrobras, de que o país poderia chegar a 2020 com uma produção de 3,9 milhões de barris de petróleo por dia, praticamente o dobro do volume de 2 milhões de barris atualmente.
As reservas comprovadas de petróleo podem passar dos atuais 14,4 bilhões de barris para mais de 30 bilhões de barris, diz o texto.
"Em uma era de oferta reduzida, as descobertas na costa brasileira e o aumento da envergadura da Petrobras estão mudando o equilíbrio petroleiro do mundo", diz a matéria.
O artigo lembra que a estatal "permanece firmemente sob o controle do Estado, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tratando-a como um ícone nacional, cujo futuro está entrelaçado com o do Brasil".
"Apesar do otimismo que os dirigentes da Petrobras demonstram para os visitantes, eles listam os desafios: perfurar a camada de sal a 6,5 mil pés e operar campos que estão tão longe da costa que só podem ser alcançados de helicóptero", diz o texto.
Além disso, a reportagem cita a associação de petroleiras estrangeiras que operam no Brasil. O grupo critica o que considera um excessivo posicionamento da Petrobras nos campos do pré-sal, afirmando que o quinhão estatal nos projetos corre o risco de "limitar o desenvolvimento" deles.
Fonte: BBC Brasil
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| Petróleo : PDVSA vai ao BNDES por refinaria em PE |
| Notícia adicionada em 03/12/2009 10:10:58 |
Petrobras e PDVSA planejam ir ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na próxima semana para pedir a inclusão da venezuelana no contrato de financiamento de R$ 9,8 bilhões para a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Segundo a estatal brasileira, a PDVSA terá de apresentar garantias para 40% do valor, fatia equivalente à sua participação no negócio.
A direção da Petrobras assinou ontem cinco contratos, no valor de R$ 8,9 bilhões, para a obra, que é alvo de investigações de superfaturamento pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o diretor de abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, novas negociações permitiram uma economia de R$ 6,7 bilhões com relação aos preços apresentados originalmente.
“Não existe superfaturamento, existem interpretações diferentes (sobre os custos das obras)”, defendeu Costa, enquanto anunciava a redução dos custos a jornalistas. A obra está orçada em R$ 23 bilhões, mas, segundo o executivo, poderia chegar a R$ 30 bilhões caso a empresa não decidisse rever as licitações. “Sempre dissemos que não faríamos a qualquer custo”, disse.
A cerimônia de assinatura dos contratos teve a presença do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) - que comemorou a geração de 12 mil empregos durante as obras -, mas não contou com representantes da PDVSA, com quem a Petrobras teve uma série de atritos durante as negociações. No mês passado, finalmente, as duas partes assinaram um acordo de conclusão das negociações, que dá à venezuelana 40% do projeto.
Fonte: O Estado de S. Paulo. |
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| Petróleo : Petrobras e PDVSA selam acordo final sobre refinaria em PE |
| Notícia adicionada em 03/11/2009 08:34:47 |
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras informou à Comissão de Valores Mobilários na última sexta feira, 30/10/2009, que concluiu as negociações com a estatal venezuelana de petróleo PDVSA para a constituição da empresa que irá construir e operar a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Segundo o documento, a participação acionária será 60 por cento da Petrobras e 40 por cento da PDVSA, como anunciado anteriormente. A nota não explica se o acordo foi assinado.
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, não compareceu ao evento de conclusão das negociações, realizadas durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Venezuela nesta sexta-feira.
Gabrielli, que já foi alvo de comentário público de Lula pela demora em assinar o acordo, enviou a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, e o presidente da Abreu e Lima, Marcelino Gomes, para representar a empresa na viagem com o presidente. Gabrielli está em Tóquio.
A refinaria Abreu e Lima terá capacidade de processamento de 230 mil barris de petróleo pesado por dia, a ser fornecido em partes iguais pela Petrobras e PDVSA, e terá como principal produto óleo diesel com baixo teor de enxofre.
A Petrobras e PDVSA darão andamento aos procedimentos formais para a constituição da sociedade no Brasil, informou o documento.
O empreendimento, discutido desde o começo do governo Lula, vem sendo construído pela Petrobras sozinha, que informou já ter feito 15 por cento da obra e que irá cobrar 400 milhões de dólares da Venezuela por trabalhos já realizados.
A previsão era de que a unidade fosse concluída em 2011, mas a Petrobras não informou no documento se o prazo será mantido.
O valor da obra era estimado inicialmente em 4,5 bilhão de dólares, mas o preço está sendo revisto, e fontes próximas ao projeto estimam que poderá chegar a mais de 10 bilhões de dólares.
A obra está sendo objeto da CPI da Petrobras, instalada no Congresso Nacional este ano.
No início do projeto, a Petrobras daria como contrapartida investir em exploração de petróleo e gás na Venezuela, o que foi arquivado pela estatal brasileira.
(Por Denise Luna)
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| Petróleo : Brasil e Venezuela assinarão acordos "definitivos" para refinaria |
| Notícia adicionada em 29/10/2009 11:22:12 |
Brasil e Venezuela assinarão acordos "definitivos" para a operação conjunta de uma refinaria em Pernambuco na próxima sexta-feira, informaram hoje fontes oficiais.
Esses convênios serão assinados na cidade de El Tigre, no marco de uma reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Venezuela, Hugo Chávez.
O porta-voz da Presidência brasileira, Marcelo Baumbach, disse que durante o encontro representantes da Petrobras e da Petróleos de Venezuela (PDVSA) assinarão "o estatuto, o acordo de acionistas, o contrato de compra e venda (de petróleo) e o plano de investimentos" da refinaria Abreu e Lima.
O projeto mais ambicioso passo na cooperação energética entre Brasil e Venezuela é discutido desde 2005 e enfrentou numerosas dificuldades, levando ambos presidentes a expressassem, em distintas ocasiões, suas "frustrações" pela demora nas negociações.
À espera de um acordo com a PDVSA, a Petrobras começou em 2008 as obras da refinaria, que terá um custo de US$12 bilhões e que deve estar em operações a partir de 2011, com capacidade para processar 230 mil barris de petróleo por dia.
Segundo Bauchman, Lula deve chegar a Caracas amanhã pela tarde e suas primeiras atividades serão a inauguração da nova sede do consulado geral do Brasil e de um escritório da Caixa Econômica Federal.
Pela noite terá um primeiro encontro com Chávez e na sexta-feira viajará para El Tigre, onde ambos presidentes farão sua sétima reunião trimestral.
Em El Tigre também assistirão à primeira colheita de soja de plantações venezuelana, que foram desenvolvidas em cooperação com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o objetivo de "ajudar a reduzir a dependência que a Venezuela tem de alimentos importados", explicou o porta-voz.
Além dos assuntos bilaterais, Lula e Chávez analisarão os debates no Senado brasileiro para a aprovação do tratado de adesão da Venezuela ao Mercosul, que precisamente amanhã será votado por uma comissão da câmara alta e, caso seja aprovado, será remetido ao plenário para uma discussão definitiva.
"O presidente Lula confia em que será aprovado na comissão e que, em breve, será também no plenário" do Senado e essa é a mensagem que levará a Chávez, assinalou Baumbach.
O porta-voz disse que a agenda regional que discutirão ambos chefes de Estado também incluirá a crise hondurenha, entre outros assuntos.
Lula "conversará com o presidente Chávez sobre o tema e reiterará sua posição, no sentido de uma defesa decidida do retorno ao poder de Manuel Zelaya, que é o presidente legítimo de Honduras", declarou Baumbach.
Zelaya, que foi deposto no dia 28 de junho, está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde 21 de setembro, quando retornou de surpresa ao país.
Fonte: A Tarde Online
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| Petróleo : Petrobras e UFRJ inauguram laboratório |
| Notícia adicionada em 27/10/2009 09:27:49 |
O Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), inauguram nesta terça-feira, 27/10, na Ilha do Fundão, a fase I do Laboratório de Engenharia, Aplicação e Desenvolvimento em Instrumentação, Automação, Controle, Otimização e Redes de Campo (Lead).
Em um prédio de 150 m2, o LEAD terá como principal atribuição identificar e explorar rotas tecnológicas, desenvolver conhecimentos e avaliar tecnologias. Em área disponibilizada pela UFRJ, a Petrobras investiu em infra-estrutura e na aquisição de equipamentos.
O Programa de Engenharia Elétrica (PEE) da Coppe/UFRJ foi escolhido pela Petrobras como parceiro na construção do laboratório por ser um programa de Pós-graduação avaliado com nota máxima pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
A fase II do Lead, atualmente em pré-licitação para construção, ocupará uma área de 1800 m2 no Parque Tecnológico da UFRJ, onde já existe, desde 2003, o LabOceano, resultado de parceria bem sucedida entre a Petrobras e a Coppe/UFRJ.
A inauguração do laboratório reforça a estratégia de desenvolvimento em conjunto de novas tecnologias, o que traz benefícios tanto para as universidades, que realizam suas pesquisas acadêmicas em laboratórios de ponta, quanto para a Petrobras, que ao compartilhar conhecimentos cria competências para superar seus desafios tecnológicos e empresariais.
Atividades petrolíferas em terra caem no Brasil
Ao contrário do bom desempenho no mar, com sucessivos recordes de produção e descoberta do pré-sal, as atividades petrolíferas em terra no País caminham a passos lentos. A produção nos campos terrestres cai há cinco anos seguidos e há grande desânimo entre as petroleiras independentes criadas após o fim do monopólio estatal. O setor começa a fazer lobby pela inserção, no projeto de lei do pré-sal, de medidas para revitalizar o segmento.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), os campos terrestres produziram uma média de 178,4 mil barris de petróleo por dia entre janeiro de julho de 2009. O volume é 2,6% inferior à média de 2008 e 18,3% menor do que o pico atingido em 2003, de 218,4 mil barris por dia. Desde aquele ano, a produção de petróleo em terra só cai, apesar da alta dos investimentos da Petrobras.
O esgotamento de bacias maduras, como as bacias terrestres brasileiras, é natural, mas os dados indicam o fracasso na proposta de se criar uma indústria petrolífera independente no País, que contribuiria para a geração de emprego e renda em regiões mais pobres.
Os resultados, porém, ainda são tímidos.
- A expectativa era que, com os leilões, houvessem descobertas que contrabalanceariam a perda natural da produção. Mas as descobertas têm sido pouco atrativas, sem capacidade de gerar recursos para sustentar novos programas de exploração - diz Oswaldo Pedrosa, presidente da Associação Brasileira das Produtoras Independentes de Petróleo (Abpip).
Ou seja, até agora, a maior parte das empresas tem investido sem gerar receita com o negócio, o que já provoca problemas financeiros.
Fonte: Monitor Mercantil
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