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INTERNACIONAL : Pré-sal, calçadões e a banda Calypso
Notícia adicionada em 15/07/2009 21:58:07

15/07/2009 - Petróleo
Pré-sal, calçadões e a banda Calypso

Não é o poço seco de Guarani nem o aumento das participações do Estado nas receitas petrolíferas que diminuirão o apetite das multinacionais por investimentos no pré-sal. Desde John Rockefeller a indústria convive com viradas de mesa e com o uso eleitoreiro das grandes reservas de petróleo. Para não ir longe, muito antes de Hugo Chávez ou Evo Morales, a América Latina assistiu a mudanças súbitas de regras e à exploração política dos hidrocarbonetos sempre que descobriu reservas importantes. O presidente Hipólito Yrigoyen voltou triunfalmente ao poder, na Argentina de 1928, incitando hostilidades contra a Standard Oil e prometendo assumir o controle da recém-nascida indústria petrolífera. A desapropriação de 17 petrolíferas estrangeiras custou ao México o rompimento das relações diplomáticas com o Reino Unido, em 1938, mas até hoje garante ao general Lázaro Cárdenas homenagens no dia 18 de março de todos os anos, quando os mexicanos comemoram com desfiles a nacionalização.

Cárdenas, Yrigoyen e Chávez não constituem exemplo para ninguém. Mas, em que pese a sucessão de medidas bolivarianas contra o capital privado, a licitação do bloco Carabobo tem 19 multinacionais interessadas - entre elas a britânica BP, a americana Chevron, a norueguesa Statoil e até a Petrobras. Carabobo faz parte da faixa do Orinoco, uma gigantesca concentração de petróleo pesado que pode levar a Venezuela a superar a Arábia Saudita como detentora da maior reserva mundial. Por que as múltis continuam apostando no país de Chávez? Porque, diante do esgotamento dos campos atuais, que só atenderão 40% da demanda mundial em torno de 2030, fornecedores como Irã, Nigéria e Rússia podem ser ainda menos confiáveis. Nesse ambiente de incertezas, o pré-sal é um mar de tranquilidade, mesmo com as sacudidas temporárias de uma CPI. A tramitação do novo marco regulatório no Congresso será cheia de disputas. Boa parte da oposição se disse favorável a manter o regime de concessões. Se ouvirem mais além do lobby da indústria petrolífera, deputados e senadores vão descobrir que as multinacionais não deixarão de investir com o sistema de partilha. O que elas querem é qualidade dos blocos explorados e transparência no processo licitatório da nova estatal. Riscos de deparar com um poço vazio existem tanto no sistema de concessões quanto no de partilha. O Brasil é muito mais estável e seguro do que seus concorrentes nas novas fronteiras petrolíferas e o governo faz bem em abocanhar uma fatia mais expressiva das receitas geradas com a produção de óleo. Porém...
Por mais conveniente que seja do ponto de vista político, para não contrariar bancadas como a do Rio ou a do Espírito Santo, é um erro deixar de lado a redistribuição dos royalties pagos pelas empresas no sistema atual, que continuará valendo para os blocos já licitados. Só com esses blocos, nos cálculos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a produção do pré-sal estará gerando R$ 18 bilhões anuais em impostos, royalties e participações especiais em 2017, com tendência de crescimento geométrico. Metade disso será abocanhado por Estados e municípios. No último trimestre do ano passado, por exemplo, quatro prefeituras fluminenses ficaram com 85% das participações especiais distribuídas a todos os municípios brasileiros e o governo do Rio ficou com 20% dos royalties arrecadados no país. O fundo social anunciado pelo governo será o destino das receitas geradas pelos novos campos, mas não receberá um centavo de Tupi ou de Carioca. Os campos que forem licitados sob as novas regras começarão a produzir em grande escala só depois de 2020. Tupi, por exemplo, foi licitado em 2000, teve reservas comprovadas em 2007 e estará produzindo em grande quantidade apenas em 2015. Ou seja, só daqui a uma década o cidadão do Acre poderá dizer orgulhosamente que "o petróleo é nosso".
Enquanto isso, continuará o incentivo à gastança desenfreada e ilógica dos municípios "produtores", mesmo o óleo sendo retirado a 300 quilômetros de suas praias. Naturalmente há exemplos de bom uso dos royalties, mas as histórias de desleixo com o dinheiro do petróleo são suficientes para reabrir o debate. Rio das Ostras (RJ) já gastou seus royalties na reforma de um calçadão da orla com piso de porcelanato. Presidente Kennedy (ES) aproveitou o orçamento mais gordo para promover um show da banda Calypso. Coari (AM) usou os ganhos com as jazidas de gás natural para construir grandes ginásios esportivos. Vale a pena discutir essa distribuição.
Petrobras x Ministério de Minas e Energia - Azedaram as relações entre a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia na regulamentação da Lei do Gás. Lula sancionou a nova legislação em 4 de março, sob aplausos do setor privado, mas ela é só um pedaço de papel sem validade enquanto não for regulamentada. A promessa de publicar um decreto em 90 dias morreu. Agora há um atrito flagrante entre a diretora de gás e energia da Petrobras, Graça Foster, xodó da ministra da Casa Civil, espécie de "Dilma da Dilma" na estatal, e o secretário de petróleo e gás do ministério, José Lima Neto, funcionário de confiança do ministro Edison Lobão.

Distribuidoras estaduais, consumidores livres e autoprodutores já chegaram a um consenso com o governo, uma minuta do decreto de regulamentação circula por aí, e Graça não cedeu em uma discussão de complexidade técnica. É a troca operacional do gás, conhecida no mercado como "swap". Se a Vale produz gás na bacia de Campos e usa o insumo para alimentar suas usinas no Ceará, enquanto a Petrobras produz gás no Ceará e precisa entregar o insumo no Rio de Janeiro, uma atende ao cliente da outra, fazendo depois um encontro de contas. Libera-se assim a malha de gasodutos, que corre o risco de estrangulamento com a expansão da demanda. Lima acha que se otimiza a infraestrutura e todo mundo sai ganhando. Defendendo legitimamente os interesses da Petrobras, que lucra com o uso dos gasodutos, Graça quer vetar esse tipo de operação.
Daniel Rittner é repórter na sucursal de Brasília. O titular da coluna, Cristiano Romero, está em férias.
Fonte: Valor Econômico
Autor: Daniel Rittner

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INTERNACIONAL : Brasil abrigará a 4ª edição de uma das mais importantes feiras do Setor de Licensing do mundo
Notícia adicionada em 05/07/2009 07:00:00

Fonte: Fator Brasil
Brasil abrigará a 4ª edição de uma das mais importantes feiras do Setor de Licensing do mundo
A Expolic – Feira Internacional de Licenciamento (Licensing) apresentará importantes novidades para todo o mercado empresarial.

Dados da Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) apontam que o faturamento para o mercado revendedor em geral será 3 bilhões e 400 milhões de reais em 2009, com royalties variando entre 6 e 14%. O setor de licenciamento de marcas conta atualmente com cerca de 900 empresas licenciadas e 550 licenças disponíveis distribuídas entre 80 agências licenciadoras, que empregam diretamente cerca de 1200 funcionários. Além disso, são gerados milhares de empregos nas indústrias que produzem os produtos licenciados, embalagens e propaganda, somados ao pessoal empregado na distribuição, entrega e venda ao consumidor final no varejo.

Nesse contexto, a realização da IV Expolic é uma excelente oportunidade para aqueles que pretendem se beneficiar do que este importante setor da economia pode oferecer, trazendo diferencial e agregando valor a produtos e serviços. “O licenciamento é uma ferramenta de marketing que poucas pessoas conhecem e que garante amplas possibilidades de negócios”, explica Luciano Targiani, diretor da Tarcom Promoções, que promove a feira que tem a realização da Associação Brasileira de Licenciamento (Abral) e organizada pelo Grupo Cipa Feiras e Congressos.

Paralelo a IV Expolic, também acontecerão seminários e cursos voltados ao aperfeiçoamento profissional. São eles o Licensing International Seminar (LIS), voltado para as agências de licenciamento, empresas licenciadoras, fornecedores, empresas licenciadas, acadêmicos e profissionais dos demais segmentos do setor; o Curso de Introdução ao Licenciamento (CIL), direcionado para o público interessado em ingressar nesse mercado e também para o aperfeiçoamento de quem já trabalha na área; e o Seminário Aberto de Cases de Licenciamento (CASELIC), destinado à explanação de cases de sucesso para todos esses públicos.

“O uso de marcas ou imagens de celebridades, esportistas, estilistas, times de futebol, desenhos animados e programas infantis na TV contribuem para difundir tais produtos por meio de seus nomes e prestígio”, destaca Targiani. E segundo a ABRAL, a comercialização de produtos com imagens de personagens licenciados pode impulsionar as vendas em até 20%. Redes de supermercado, por exemplo, já constataram o quanto podem lucrar quando seus produtos de marca própria são acompanhados de um personagem em suas embalagens.

O evento deve receber mais de 3 mil profissionais da indústria do vestuário, bebidas, plástico, calçados, material escolar, perfumes e cosméticos, artefatos para escritório, malas e bolsas, lojas de departamento e moda. Na ocasião, agências de licenciamento de marcas, licenciadores, escritórios de advocacia especializados, emissoras de TV, empresas de consultoria, produtoras de filmes, entre outros, apresentarão centenas de opções para incrementar negócios de forma criativa e eficiente. “A IV Expolic é um feira que permite um amplo intercâmbio de negócios e conhecimento técnico-profissional”, complementa José Roberto Sevieri, do Grupo CIPA.

Com visitação e transporte gratuito (vans do metrô Jabaquara - Rua Nelson Fernandes, 400), a IV Expolic será realizada no Centro de Exposições Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5), na cidade de São Paulo. Simultaneamente, acontecerá o V LIS – Licensing International Serenar (temas expostos em forma de painel), II CIL – Curso de Introdução ao Licensing (informações do setor voltadas para os iniciantes do setor de licenciamento) e o I CASELIC – Cases de Licensing (apresentação de cases de empresas e celebridades). Mais informações www.expolic.com.br ou (11) 5585-4355.

Expolic – IV Feira Internacional de Licenciamento, dias 19 e 20 de agosto. 14h30 às 20h30, no Centro de Exposições Imigrantes - Rodovia dos Imigrantes Km 1,5 - São Paulo (SP).

Mais informações: (11) 5585-4355 | Entrada franca e transporte Gratuito: Vans do metrô Jabaquara (saída Rua Nelson Fernandes, 400).

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INTERNACIONAL : Novo Presidente na segunda maior petrolifera da Europa
Notícia adicionada em 26/06/2009 10:30:05

Fonte:Euronews
A BP tem um novo presidente. Carl-Henric Svanberg deixa a presidência executiva do grupo sueco de telecomunicações Ericsson, para tomar as rédeas da segunda maior petrolífera da Europa.
Svanberg, de 57 anos, vai substituir Peter Sutherland, presidente da BP há doze anos. O sueco foi o mentor de uma restruturação-milagre na Ericsson, que se transformou na maior fabricante mundial de equipamentos para telecomunicações.
A missão de Svanberg na britânica BP é reduzir os custos operativos da empresa, de forma a compensar os preços baixos do crude. A petrolífera resgistou uma quebra nos lucros na ordem dos 60 por cento este ano.
A transição acontece no fim de Setembro e o novo presidente deve iniciar funções em Janeiro de 2010.

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INTERNACIONAL : PDVSA assume operações da norte-americana Exterran
Notícia adicionada em 12/06/2009 11:14:35

Fonte: Abril.com

PDVSA assume operações da norte-americana Exterran
Agência Estado
Por Danielle Chaves

Caracas - A estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) deu continuidade à planejada estatização de empresas de serviços de petróleo ao assumir o controle das operações da norte-americana Exterran Holdings no campo Corocoro, no Golfo de Paria. A PDVSA informou em um comunicado que tomou controle das operações da Exterran - uma empresa de equipamentos de compressão - por meio da Petrosucre, uma subsidiária da estatal. O confisco faz parte de uma campanha para controlar atividades consideradas cruciais para a produção de petróleo. No início deste mês, a PDVSA assumiu a unidade de compressão de gás da Exterran na região do Orinoco.

No mês passado, o Congresso da Venezuela aprovou uma lei que permite que a PDVSA confisque os ativos de dezenas de empresas de serviços de petróleo. Ontem, o ministro do Petróleo, Rafael Ramirez, afirmou em uma coletiva de imprensa que as nacionalizações não vão afetar todas as companhias que operam no país. Segundo o ministro, a Venezuela não planeja tomar o controle de empresas de perfuração porque elas não são consideradas monopolizadoras. As informações são da Dow Jones.

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INTERNACIONAL : SHELL PAGA U$ 15 MILHÔES
Notícia adicionada em 10/06/2009 10:36:02

Shell aceitou pagar US$ 15 milhões de indenização por mortes de ativistas na Nigéria.
Fonte:Zero Hora RBS

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