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ECONOMIA : Álcool puxa inflação oficial em setembro, segundo FGV
Notícia adicionada em 08/10/2009 14:16:42

SÃO PAULO - O preço do álcool combustível teve reajuste médio de 4,51% no período entre 30 de setembro e 7 de outubro, ante alta de 2,76%. O aumento foi uma das principais contribuições para a elevação do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 0,18% para 0,25%, na primeira prévia do mês, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O álcool combustível foi o principal item que provocou o aumento verificado do grupo transporte, de 0,24% para 0,33%. A alta do IPC-S também teve a influência dos calçados (de 0,28% para 0,90%), que levaram o índice referente a vestuário a apresentar uma alta de 0,83%, quase o dobro da anterior (0,42%).

Mais dois grupos tiveram aumento: habitação, de 0,41% para 0,54%, puxado pelo reajuste da tarifa de água e esgoto residencial (de 1,44% para 1,97%); e educação, leitura e recreação, que reverteu a queda de 0,02% para uma alta de 0,06% diante da recuperação de preços das passagens áreas (de -4,12% para -3,33%).

Já os alimentos apresentaram queda mais acentuada do que na pesquisa anterior, passando de -0,11% para - 0,15%. As frutas, que vinham pressionando a taxa, apresentam redução do ritmo de aumento, com 2,13% ante 4,92%.

O grupo saúde e cuidados pessoais reduziu a velocidade de alta, com 0,05% ante 0,06%. Esse movimento se deve aos medicamentos, cuja variação foi de 0,17%, bem abaixo da anterior (0,30%). Em despesas diversas, a taxa passou de 0,80% para 0,75%, influenciada pela ração para animais, cujo índice diminuiu de 1,20% para 0,61%.

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ECONOMIA : Câmara realiza mais um debate sobre o setor de cartões de crédito
Notícia adicionada em 07/10/2009 12:01:52

Info Money Pessoal
SÃO PAULO - O setor de cartões será tema de mais um debate na Câmara dos Deputados. Na próxima quinta-feira (8), as comissões de Finanças e Tributação; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realizarão audiência pública para discutir o segmento. Regulação da atividade e concentração do mercado serão os pontos mais discutidos.
Foram convidados o presidente da Visanet Brasil, Rômulo De Mello Dias; o presidente da Redecard, Roberto José Maris de Medeiros; o integrante da Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), César Costa Alves De Mattos; o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita Wada; e o chefe do Departamento de Operações Bancárias e de Sistemas de Pagamentos do Banco Central, José Antônio Marciano.
Custos do setor são altos
Para o deputado Guilherme Campos (DEM-SP), a concentração do segmento nas mãos de poucas empresas têm consequências que precisam ser analisadas. Campos lembra que as bandeiras Visa e Mastercard concentram 90% do setor de cartões e, por conta disso, pediu a realização do debate.
Segundo o parlamentar, o segmento de cartões do País é um dos mais caros do mundo. Ele alega que o próprio BC identificou problemas em relação à cobrança de tarifa de intercâmbio - paga pelos credenciadores aos bancos emissores -, apontando que o preço estabelecido pela bandeira internacional ignora as condições do mercado interno e a realidade brasileira.
Diante desse cenário, não faltam críticas feitas pelo parlamentar ao Governo. "Se nos Estados Unidos, onde esse mercado pratica custos bem mais baixos do que no Brasil, o presidente Obama declara guerra aos abusos cometidos pelo segmento, é da maior relevância que as autoridades brasileiras, com a participação do Congresso Nacional, reposicionem-se e discutam os novos patamares de atuação para o segmento de cartão de crédito no Brasil", afirmou, de acordo com a Agência Câmara.

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ECONOMIA : Preço diferente para pagamento com cartão e dinheiro beneficia clientes
Notícia adicionada em 07/10/2009 12:01:01

Info Money Pessoal
SÃO PAULO - Entidades de defesa do consumidor comemoraram o fato de o Banco Central não ter sugerido a cobrança de preços diferenciados nas compras com cartão e com outras formas de pagamento, mas, de acordo com o professor da Fucape e da FGV, Paulo César Coimbra, a medida seria benéfica aos clientes.
"Isso seria extremamente adequado", explicou Coimbra. De acordo com ele, o que acontece é que os lojistas são obrigados a cobrar o mesmo preço em compras com cartão e com dinheiro/cheque e, por isso, todos os consumidores acabam pagando pelos custos que os varejistas têm por oferecer a possibilidade de o cliente pagar com o plástico.
"Eles cobram um preço médio que leva em consideração os custos envolvidos no repasse que deve ser feito às operadoras. Em outras palavras, quem não utiliza cartão de crédito acaba pagando mais do que pagaria se fosse permitido aos lojistas cobrar preços diferenciados. De outra forma, isso representa uma transferência de renda daqueles que não possuem cartões ou não utilizam para aqueles que utilizam o cartão de crédito", explicou.
Coimbra disse que, quando revogada essa medida de preços iguais, de fato usarão cartão aqueles que estão "desejosos de fazer suas compras e ter a facilidade de pagar adiante ou, então, eventualmente pagar com um parcelamento".

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ECONOMIA : AmBev, Natura, Pão de Açúcar e Souza Cruz ignoram a crise
Notícia adicionada em 11/09/2009 09:42:39

SÃO PAULO - Apesar de a crise financeira ter devastado bolsas de valores mundo afora, nove empresas do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, conseguiram aumentar seu valor de mercado em relação ao fim do primeiro semestre de 2008. Destas, cinco estão ligadas ao consumo doméstico, enquanto três companhias estiveram envolvidas em grandes operações de fusão e aquisição.

"Não é surpresa que apenas nove empresas tenham retomado seu valor de mercado. A queda vista a partir de setembro foi forte, os investidores estavam muito posicionados em renda variável e seria natural uma correção. Só que esta foi excessiva por causa da crise", afirmou Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.

Não é de hoje que empresas ligadas ao consumo doméstico vêm se destacando. Do grupo que conseguiu elevar seu valor de mercado entre o final do primeiro semestre de 2008 e o mesmo período deste ano estão Natura (+57,09%), Souza Cruz (+22,14%), AmBev (17,50%) e Pão de Açúcar-CBD (+12,51%).

"Além de a economia doméstica sentir menos os efeitos da crise quando comparada à de outros países, a demanda por parte dos consumidores também não caiu. Isso se deve à manutenção da renda e do emprego e à retomada da concessão de crédito", ponderou o economista-chefe do Banco Schahin.

Ivan Kraiser, sócio da Legan Asset Management, lembrou que o desempenho do Pão de Açúcar também foi influenciado pela escolha de Cláudio Galeazzi para assumir a presidência do grupo ao final de 2007, assento que deve ocupar até 2010. O nome de Galeazzi foi bastante comemorado por ser considerado especialista na reestruturação de empresas.

O governo brasileiro foi um dos responsáveis nessa alavancagem da economia. Desde que a crise financeira mundial começou a atingir em cheio o Brasil, no final do quarto trimestre do ano passado, o Estado adotou uma série de medidas neste sentido: redução de impostos - como o IPI - e diminuição das taxas de juros. E as medidas surtiram efeito.

Fusões e aquisições

O outro grande grupo de empresas que conseguiu elevar seu valor de mercado a níveis pré-crise foi o de empresas que estiveram diretamente envolvidas em operações de fusão ou aquisição. Dentre essas empresas, estão Nossa Caixa (+77,1%), Itaú Unibanco (23,44%), Brasil Telecom (+3,2%) e Ultrapar (+1,85%).

"Seria necessário analisar caso a caso para afirmar que a operação de fusão ou aquisição foi a responsável pela elevação do valor de mercado. Mas é claro que isso é inerente ao processo", ressaltou Neto.

O banco Nossa Caixa foi adquirido em novembro de 2008 pelo Banco do Brasil (BB). A instituição federal pagou ao Governo do Estado de São Paulo R$ 5,3 bilhões. Outra operação que envolveu instituições financeiras foi a fusão entre Itaú e Unibanco, anunciada também em novembro do ano passado.

SÃO PAULO - Apesar de a crise financeira ter devastado bolsas de valores mundo afora, nove empresas do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, conseguiram aumentar seu valor de mercado em relação ao fim do primeiro semestre de 2008. Destas, cinco estão ligadas ao consumo doméstico, enquanto três companhias estiveram envolvidas em grandes operações de fusão e aquisição.

Futuro

A retomada do valor de mercado das empresas listadas em bolsa deve ocorrer em um processo gradual.

"Devemos passar por um ajuste fino, em que os investidores vão pesar as incertezas e as perspectivas reais. Neste processo, algumas empresas estão sujeitas a ajustes, inclusive para baixo, já que alguns papéis recuperaram seu valor de forma muito rápida", ponderou Silvio Campos Neto.

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ECONOMIA : Petróleo e etanol devem dar novo status ao Brasil até 2020
Notícia adicionada em 08/09/2009 14:18:26

Alessandra Corrêa
Da BBC Brasil em São Paulo

O potencial energético do Brasil, ampliado com as recentes descobertas de petróleo e gás na camada pré-sal e a produção de etanol, deverá transformar o país em exportador de energia até 2020.

A mudança de status deverá colocar o Brasil em posição de destaque no cenário mundial.

Entre os grandes emergentes que formam o grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), somente os russos, que têm grandes reservas de gás e petróleo, são exportadores líquidos de energia.

Um relatório com projeções até 2030 elaborado em conjunto pela consultoria Ernst & Young Brasil e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que o consumo doméstico de energia poderá crescer a uma média de 3,3% ao ano, ante um aumento médio de 4,2% na produção, o que geraria excedente de petróleo e etanol para o mercado externo.

De acordo com esse estudo, novos investimentos em refino de petróleo no Brasil também deverão resultar em um combustível de condições técnicas adequadas às exigências do mercado internacional.

"Grandes volumes de gasolina brasileira devem ser exportados", diz o relatório, "chegando a 9,3 bilhões de litros em 2030".

Déficit

Atualmente, o Brasil já exporta petróleo. Segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP), em 2008 o Brasil exportou 158,1 milhões de barris, com receita de US$ 13,6 bilhões. Mas também importou 147,9 milhões de barris, ao custo de US$ 16,3 bilhões.
No entanto, o déficit na balança ocorre porque o petróleo exportado pelo Brasil é do tipo pesado, de menor valor de mercado, e o país ainda precisa importar o petróleo leve, que é mais caro.
A transformação do Brasil em grande exportador marca uma grande evolução em relação a um passado não muito distante.

"Na década de 70, duas fontes dominavam a matriz energética brasileira: lenha e petróleo", diz Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A grande dependência de uma fonte fez com que em 1973 o primeiro choque do petróleo afetasse fortemente o país.

Uma das razões do avanço do país no setor nas últimas décadas foi o investimento na diversificação.

"O Brasil tem hoje uma das matrizes mais renováveis do mundo - 46% é de fontes renováveis. A média mundial é de 13%", afirma o presidente da EPE.

Etanol

Uma das grandes apostas do governo brasileiro, o etanol vem ganhando destaque no cenário mundial em meio a discussões sobre mudanças climáticas, a crescente demanda internacional por fontes de energia mais limpas e a preocupação dos países em reduzir sua dependência de petróleo.Ao contrário, por exemplo, dos Estados Unidos, que produzem etanol à base de milho, também utilizado para alimentação, o Brasil usa como matéria-prima a cana-de-açúcar, considerada mais eficiente por especialistas e com maior poder de redução de emissões de gases causadores do efeito estufa.

Estados Unidos e União Européia têm programas para promover o consumo de biocombustíveis e deverão aumentar a mistura de etanol nos próximos anos.

Segundo o relatório da Ernst & Young, as exportações brasileiras do produto deverão crescer 8,9% ao ano.

O etanol tem ainda o desafio de se tornar uma commodity global.

As barreiras enfrentadas pelo produto no mercado internacional, como tarifas de importação, "deverão ser reduzidas gradualmente", segundo a projeção da Ernst & Young.

Além disso, avanços tecnológicos nos próximos 10 anos, como o etanol de segunda geração, produzido a partir de materiais hoje descartados, como sobras de colheita ou palha e bagaço de cana, deverão permitir aumentar a produção sem necessidade de ampliação de área.

A previsão do governo brasileiro é de aumentar a produção de etanol em mais de 150% até 2020.

Mesmo com todos os avanços, porém, o mercado de etanol ainda é pequeno. Calcula-se que todos os biocombustíveis não representem nem 1% do peso do petróleo.

Segundo o presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Marcos Jank, imaginar que o crescimento do etanol significa uma substituição do petróleo "é besteira".

Pré-sal

Com a descoberta de enormes reservas na camada pré-sal, que se estende por 800 quilômetros entre Espírito Santo e Santa Catarina, o Brasil deve ganhar uma posição de destaque também no mercado internacional de petróleo.

Ainda não há um cálculo preciso sobre o volume dessas reservas, mas algumas estimativas chegam a apontar que a camada pode abrigar, no total, até 100 bilhões de barris, o que deverá consolidar o Brasil como potência energética.

Há dificuldades, porém. As reservas estão a uma profundidade de 7 quilômetros abaixo do leito do mar, e a tecnologia de exploração é cara.

"A viabilidade de exploração depende não só encontrar reservas, mas de viabilizar as reservas em função dos aspectos econômicos da sua exploração e produção e também dos aspectos tecnológicos", diz José Carlos Pinto, sócio da Ernst & Young.

Segundo ele, é necessário um preço de mercado que seja superior ao custo de produção, além de capacidade tecnológica para viabilizar a produção e a extração.

Há cálculos que indicam necessidade de investimentos de até US$ 1 trilhão para explorar a camada pré-sal. O governo já afirmou que a exploração é viável com o preço do barril em torno de US$ 40.

"Há tendências que indicam que os custos de exploração e produção estão se reduzindo substancialmente, talvez também impactados pela crise", afirma o representante da Ernst&Young. "O que também reduz o patamar mínimo em que o preço de mercado do petróleo viabilizaria (a exploração do pré-sal)."

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